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Projetos audiovisuais de Santarém e Juruti são selecionados para incentivo à produção e difusão cultural

São seis projetos que receberão incentivos da Lei Aldir Blanc pelo Sesc Pará. Para cineastas, projetos sobre a Amazônia contadas pelos próprios moradores estão ganhando mais espaço.

 
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Contar histórias sobre a Amazônia sob o olhar dos próprios amazônidas. É desta forma que produções audiovisuais regionais estão ganhando mais espaço no mercado. Para incentivar a criação de conteúdo no oeste do estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) no Pará selecionou projetos de Santarém e Juruti para receber recursos através da Lei Aldir Blanc.

O edital do Sesc teve como objetivo incentivar a produção e difusão cultural e ações afirmativas no estado nas áreas audiovisual, artes visuais, artesanato, artes cênicas, economia criativa, patrimônio e memória, literatura e linguagem.

Na região, onde o audiovisual caminha com timidez, foram selecionados seis projetos, sendo três em Santarém e três em Juruti.

Santarém - proponentes

  • Adriane Panduro Gama
  • Jefferson Fernandes Dantas
  • Karoline Morgana Oliveira e Silva

Juruti - proponentes

  • Feliph de Sousa Rocha
  • Renata Joice Dolzane Duarte
  • Udirley Andrade da Silva

Audiovisual na Amazônia

Trabalhar com audiovisual na Amazônia é repleto de encantos, histórias e um infinidade de inspirações. No entanto, esse caminho também é repleto de desafios. Para o jornalista e cineasta Udirley Andrade, que teve projeto selecionado em Juruti, as pessoas conhecem a Amazônia contada por pessoas de outros lugares e que não moram na região.

"Mostram a Amazônia através de filmes e novelas, mas com um olhar deles. Nós precisamos mostrar a Amazônia para o Brasil e para o mundo de acordo com o nosso olhar. Nós moramos aqui, sabemos e conhecemos bem melhor a nossa história, a nossa realidade", enfatizou.

Udirley contou ao G1 que a seleção é uma oportunidade de divulgação da região pela perspectiva do amazônida. "É um desafio muito grande porque nós estamos distantes dos grandes centros, necessitamos de recursos para compras de equipamentos. Nem todo mundo acredita no nosso potencial, nem acredita que podemos ir adiante além do que a gente vem fazendo", disse.

Belezas naturais são retratadas em produções audiovisuais — Foto: Reprodução

Além de mostrar as belezas da região ao mundo, é uma oportunidade de revelar novos talentos nas diversas áreas do audiovisual.

Paixão pelo audiovisual

Udirley conta que essa paixão pelo audiovisual começou há um bom tempo, mas que ele nunca tinha tido a oportunidade de tirar a ideia do papel e colocar em prática.

"Aqui em Juruti, resolvi criar coragem e executar esses projetos. Comecei lá na escola através de uma amostra de vídeo que realizei em 2019, onde eu incentivei os meus alunos a escreverem contos e a partir daí eles elaboraram roteiros para gravação de filmes. Esse projeto recebeu o nome de "Contos da Escrita", e conseguimos produzir nove filmes de no máximo 8 minutos", contou.

Segundo o cineasta, a partir daí as pessoas começaram a perceber esse trabalho, gostaram e isso lhe deu vontade de tirar os projetos do papel. "O primeiro foi o filme " O Tesouro dos Mundupinima", que começou a ser gravado no ano passado, que precisamos interromper por causa da pandemia, mas queremos continuar no próximo mês para fazer o lançamento ainda nesse primeiro semestre", disse Udirlei.

A ideia é que o lançamento seja na semana do aniversário da cidade, em 9 de abril, mas isso depende da pandemia da Covid-19.

"Faltam poucas cenas para serem gravadas, a maior parte já foi gravada e editada", ressalta.

Inspiração na vida amazônica

Dois, dos três filmes, que foram contemplados são de autoria de Udirley, um deles é "O Menino Encantado", que conta a história de um garoto que morava em uma comunidade, ele de repente desaparece e depois descobrem que ele foi encantado pela natureza. O menino tem uma missão, que só será revelada no segundo filme.

Cena do filme 'O Menino Encantado', de Udirley Andrade — Foto: Reprodução

O outro filme é "Marsal, o Boto", e conta a história do boto mau e do boto bom. "É uma aventura, ficção, que nós aproveitamos as lendas da região e criamos uma história atrativa, onde mostramos além dos talentos, o ambiente, a natureza, o que temos de bonito na nossa região", ressalta.

Lei Aldir Blanc

A Lei Federal no. 14.017, de 29 de junho de 2020, batizada como Lei Aldir Blanc, foi criada para promover ações essenciais destinadas à manutenção e sobrevivência das atividades culturais em todo o país, garantir renda emergencial aos trabalhadores da cultura e a sustentação de espaços culturais, alimentando assim a cadeia produtiva da cultura.

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