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RS: melhora nas exportações e no agro contribuem para avanço da economia gaúcha

Pelo lado das importações, em dezembro o estado adquiriu US$ 626,6 milhões em mercadorias, demanda 8,4% menor comparada a dezembro de 2019

 

No Rio Grande do Sul, as exportações da indústria terminaram o último ano com o primeiro resultado positivo depois de 15 meses. O acumulado de US$ 1,1 bilhão em dezembro de 2020 foi 13% maior do que o total registrado no mesmo mês de 2019, quando a soma chegou a US$ 975,4 milhões.

O bom desempenho da economia gaúcha pode ser ainda melhor em 2021, casos as previsões para o agronegócio se consolidem, segundo acredita o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Para o parlamentar, o setor tem mostrado avanços e os fatores climáticos devem contribuir para um cenário satisfatório.

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“Nós teremos uma colheita de soja completamente cheia e uma colheita de arroz com o preço do produto nas melhores condições possíveis. Temos carne em boa condição, leite com algum problema, mas não reduziu sua produção. Avicultura e suinocultura com problema por causa do milho, mas também não reduziu seus volumes”, avalia.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Estados Unidos e Argentina aumentaram suas compras em dezembro, apesar dos embarques de produtos gaúchos para a China terem caído 43% na comparação com o mesmo mês de 2019.

O economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDLPOA), Oscar Frank, afirma que a melhora nos números se deu pela alta do dólar, que tinha taxa média de câmbio de R$ 4,22 e no último mês de 2020 a cotação somou 5,24, e a maior comercialização de produtos no exterior em função dos ganhos de rentabilidade.

“A gente tem uma demanda ávida da China, cujo ritmo de crescimento no quarto trimestre de 2020 foi de 6,5%, ou seja, dentro de um patamar de normalidade pré-pandemia nessa base de comparação. Ou seja, é algo que, nesse momento, é impensável para a grande maioria dos países do mundo”, avaliou.

Dos 23 segmentos da indústria, 17 assinalaram aumento do valor exportado na base de comparação com dezembro de 2019. Com exceção dos setores de Alimentos (-1,5%), Químicos (-6,7%) e Couro e calçados (-14,6%), o resultado positivo foi disseminado entre os grandes exportadores. 

Um dos setores que mais cresceu durante a pandemia, Alimentos teve queda de 1,5% na comparação mensal. Apesar disso, de janeiro até dezembro, a demanda chinesa acumulada por Alimentos do RS subiu 101,2%, mantendo o segmento no topo da pauta de exportações do estado, com 24,4% de participação total e 11,8% de crescimento no período.

Nos 12 meses de 2020, o Rio Grande do Sul terminou como o sétimo estado do Brasil no ranking das exportações totais, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Mato Grosso e Paraná, recuo superior a 24% na comparação com o mesmo período de 2019.

Segundo o economista-chefe da CDL, as expectativas para este ano são positivas, mantendo o patamar de alta e ainda que resista alguma valorização, a taxa de câmbio deve se manter elevada ao longo do presente ano.

“Nós temos a expectativa aqui no Rio Grande do Sul de devolvermos uma parcela significativa das perdas da última safra, sobretudo de soja e de milho. Além disso os estoques de ambos os grãos, conforme o relatório do departamento de agricultura dos Estados Unidos continuam baixos, isso pressiona a cotação do dólar para cima e também por fim a retomada econômica global em 2021 que é benigna para a consolidação desse cenário”, explicou Frank.

Importações

Pelo lado das importações, em dezembro o estado adquiriu US$ 626,6 milhões em mercadorias, demanda 8,4% menor comparada a dezembro de 2019. No acumulado do ano, o RS importou US$ 7,2 bilhões, resultado 27% inferior em relação ao mesmo período do ano anterior.

Até dezembro, todas as grandes categorias econômicas apresentaram reduções significativas, sendo a maior em Bens intermediários (-29,1%), seguido por Combustíveis e lubrificantes (-25,2%), Bens de capital (-23,1%) e Bens de consumo (-23%).
 

 

 

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