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MS: Campo Grande apresenta retomada da exportação nos últimos anos, mas tem espaço para evoluir mais

Para Senador Nelsinho Trad PSD-MS , o cenário é resultado de investimento no desenvolvimento socioeconômico feito pela gestão municipal

 

A capital Campo Grande (MS) apresenta retomada do índice de exportação, mas ainda não lidera ranking do estado. Na análise dos últimos seis anos (dados mais recentes disponíveis no portal da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar – Semagro), a taxa de exportação passou de 7,6%, em 2015, para 9,1% em 2020; com pico de 10,9%, em 2017.

No ano passado, os líderes da exportação no Mato Grosso do Sul foram Três Lagoas, com 41,8%, e Dourados, com 11,9%. Somados, os dez municípios que mais contribuem com o mercado externo são responsáveis por 83,5% de tudo o que o Mato Grosso do Sul envia para fora do País.  

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o crescimento da exportação na capital Campo Grande é resultado do investimento da gestão municipal no setor econômico. “Eu tenho a convicção que, com um programa de desenvolvimento econômico e social, haverá de retomar novos indicadores e novos índices, para colocar a capital do estado nos patamares que ela sempre esteve: de ser a locomotiva do movimento econômico do Mato Grosso do Sul”, avalia.

Arte - Brasil 61

O senador afirma que é possível melhorar os indicadores de exportação do Mato Grosso do Sul, a partir da diversificação de produtos.

“Várias alternativas estão aparecendo, fazendo com que o estado possa diversificar os seus produtos e investir em diferentes áreas, para promover o fomento da relação comercial com diferentes pontos do mundo”, comenta.

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Líderes do ranking

O desempenho do município de Dourados – que passou de 3,5%, em 2015, para 11,9%, em 2020 – é explicado pelo forte investimento industrial. O superintendente de Indústria, Comércio e Serviço da Semagro, Bruno Bastos Gouveia, detalha o fator.

“Temos um programa de atração de investimentos desde 2015, visando à industrialização do estado, à diversificação da matriz econômica e à agregação de valor à matéria-prima local. Ou seja, inverter a lógica de exportar grãos para industrializar esses grãos no estado, gerando emprego, renda, competitividade e mais tributos”, explica. 

Segundo ele, o segredo é criar um ambiente de negócios para investimentos e segurança jurídica. “Temos feito isso desde 2015 e o resultado são mais de R$ 40 bilhões de investimento prospectados desde então”, completa. 

Coamo

Um dos motivos do município de Dourados ter alcançado esse resultado foi a instalação, em 2019, da Coamo, complexo industrial responsável pela produção de farelo e óleo de soja. De acordo com o balanço da Semagro, no ano passado, Dourados aumentou em 2,734% o volume de farelo de soja exportado, além de 251% nas vendas externas de óleo de soja e de 53% na comercialização de soja ao exterior. Foram 32 mil toneladas de óleo de soja exportado em 2020 contra 9 mil toneladas em 2019.

O farelo de soja saltou de 15 mil toneladas em 2019 para 435 mil toneladas em 2020. As exportações de soja pelo município alcançaram a marca de 981 mil toneladas do grão. No ano passado, Dourados também aumentou as exportações de carnes suínas, bovinas e de aves.

“Como a Coamo é uma indústria exportadora de óleo e de farelo de soja, Dourados teve um boom na exportação em 2020, já que a empresa se instalou em 2019. No estado, as exportações no ano passado foram maiores que 2019 (11,4%), mesmo na pandemia”, enfatiza. 

Em relação à pandemia, Bruno reconhece os impactos na economia nacional. “Mas graças a esse programa de atração de investimentos, só a indústria local, e isso considerando só o setor industrial, teve um saldo positivo de geração de 6,4 mil empregos”, ressalta. 

Já no município de Três Lagoas – líder do ranking, com participação de 41,8% na exportação do estado do Mato Grosso do Sul –, o resultado se deu pela cultura da celulose.

 

 

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