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BTS se pronuncia contra discriminação e ataques a asiáticos: '''Condenamos a violência'''

Não podemos colocar em palavras a dor de nos tornarmos objeto de ódio e violência , afirmou banda de K-pop em comunicado.

 
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O grupo BTS se pronunciou contra os milhares de ataques a asiáticos que vem ocorrendo durante a pandemia nos Estados Unidos.

"Enviamos nossas mais profundas condolências àqueles que perderam seus entes queridos. Sentimos tristeza e raiva", começa o comunicado publicado no Twitter da banda de K-pop nesta terça.

"Nós nos lembramos de momentos em que enfrentamos discriminação como asiáticos. Já suportamos palavrões sem motivo e fomos ridicularizados por nossa aparência. Até nos perguntaram por que os asiáticos falavam em inglês".

"Não podemos colocar em palavras a dor de nos tornarmos objeto de ódio e violência por tal motivo."

A banda pontua que as experiências que viveram são "irrelevantes" comparado ao que tem acontecido no último ano, mas foram suficientes para que os artistas se sentissem impotentes e com a autoestima destruída.

"O que está acontecendo agora não pode ser dissociado de nossa identidade como asiáticos. Demorou muito para discutirmos isso com cuidado e refletimos profundamente sobre como devemos expressar nossa mensagem, mas o que queremos transmitir é claro: somos contra a discriminação racial e condenamos a violência".

Ataques nos Estados Unidos

Manifestantes participam de marcha contra violência a asiáticos em Chinatown, em Seattle, Washington, no dia 13 de março — Foto: David Ryder/Getty Images/AFP

Asiáticos que vivem ou estão nos Estados Unidos têm sido vítimas de milhares de ataques discriminatórios, muitas vezes não apenas verbais, mas também físicos, desde o início da pandemia de Covid-19, há um ano.

Em diversos casos, os agressores os acusam de serem responsáveis pela disseminação do coronavírus. Em situações mais graves, há exemplos de pessoas que apanharam nas ruas ou até o de manifestantes que foram atropelados propositalmente em Elk Grove, na Califórnia.

No dia 16 de março, ataques a três casas de massagem no estado da Geórgia causaram a morte de oito pessoas.

Seis eram mulheres de origem asiáticas e o fato chamou atenção de organizações que registram ataques contra essa população.

Segundo a polícia, porém, o suspeito pelos crimes alega que sua motivação não foi racista, e que ele seria um viciado em sexo que escolheu o local por seus distúrbios sexuais.

'Stop Asian Hate'

Manifestantes participam de marcha contra violência a asiáticos em Chinatown, em Seattle, Washington, no dia 13 de março — Foto: David Ryder/Getty Images/AFP

Um centro criado especialmente para registrar incidentes de ódio, violência, assédio, discriminação e intimidação infantil contra essas pessoas, o Stop AAPI Hate, recebeu 3.795 relatos desde sua criação, em 19 de março de 2020, até o dia 28 de fevereiro deste ano. Desse total, 503 aconteceram apenas em 2021.

Isso, porém, representa apenas uma fração do número real de casos, já que a grande maioria das vítimas não reporta as situações a que é submetida, segundo seus criadores, membros do Conselho de Planejamento e Política do Pacífico Asiático, do Chineses para Ação Afirmativa e do Departamento de Estudos Asiático-Americanos da Universidade Estadual de São Francisco.

Em um relatório divulgado na terça-feira, o Stop AAPI Hate revela que as denúncias partiram de todos os 50 estados e do distrito de Columbia, e que as mulheres estão 2.3 vezes mais sujeitas a serem vítimas do que os homens.

A hashtag "Stop Asian Hate" tem movimentado as redes sociais por pessoas que pedem o fim do racismo e perseguição aos asiáticos e também foi usada pelo grupo de K-pop.

 

 

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