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Polícia Federal prende suspeito de integrar organização criminosa de tráfico de peixes em extinção no PA

Agentes cumpriram um mandado de prisão e de busca e apreensão nesta terça-feira, 30, em Altamira.

 
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A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (30) em Altamira, sudoeste do Pará, uma operação para desarticular uma das maiores organizações criminosas especialistas em tráfico de peixes em extinção, com representação internacional. Foi cumprido um mandado de prisão e um de busca e apreensão.

O suspeito preso é apontado pela PF como o responsável por realizar a ponte entre os pescadores locais, recrutamento de nativos para o transporte ilegal dos peixes e acautelamento das espécies em extinção.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém. Investigações após as apreensões de peixes ornamentais nos aeroportos de Manaus (AM) e de Altamira (PA) deram conta de que as espécies tinham como ponto de partida o município paraense. O destino final dos peixes era a Colômbia, China, Europa, dentre outros internacionais.

O hypancistrus zebra, mais conhecido como cascudo zebra, é encontrado no rio Xingu, no Pará. A organização criminosa adquiria localmente os peixes por valores irrelevantes e os vendiam no cenário internacional por até mais de 2 mil dólares.

Os investigados podem responder por crime ambiental, organizações criminosas e lavagem de capitais, podendo as penas ultrapassar 20 anos de reclusão, além da multa.

Peixes raros em extinção eram vendidos por mais de 2 mil dólares em outros países. — Foto: Polícia Federal

Organização criminosa

Segundo a PF, o grupo tinha a participação de pelo menos 10 integrantes, divididos em vendedores internacionais e nacionais, intermediadores, pescadores locais, transportadores e receptadores internacionais.

A equipe de investigações da PF descobriu que o mandante dessa organização é um dos maiores responsáveis pela comercialização internacional de peixes raros. De acordo com a PF, ele é o autor intelectual do comércio dos peixes, bem como captação e articulação de intermediários no Pará e em outras unidades da federação.

O alvo do mandado de prisão foi um segundo sujeito envolvido no esquema ilegal, responsável por realizar a ponte entre os pescadores locais, recrutamento de nativos para o transporte ilegal dos peixes e acautelamento das espécies em extinção.

 

 

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