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Suspeito de atacar idosa de origem asiática em NY é preso

Câmera de segurança registrou o momento em que mulher de 65 anos é derrubada na calçada e recebe chutes de um homem que foge após a agressão.

 
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O suspeito de atacar uma mulher de origem asiática perto da Times Square, em Nova York, foi preso e acusado de agressão criminosa e crime de ódio, anunciou a polícia nesta quarta-feira (31).

A prisão ocorre após a polícia divulgar um vídeo em que um homem chuta e pisoteia a idosa de 65 anos na segunda-feira (29) em uma rua de Manhattan (veja no vídeo abaixo).

A polícia identificou o agressor como Brandon Elliot, de 38 anos, e disse que ele estava morando em um hotel que serve como abrigo para moradores de rua a poucos quarteirões do local do ataque.

Elliot foi condenado por matar a própria mãe a facadas há cerca de 20 anos e cumpria a pena em liberdade condicional desde 2019.

VÍDEO: Polícia de Nova York divulga vídeo de novo ataque contra mulher asiática

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Ataque violento

O vídeo divulgado pela polícia mostra que pessoas próximas ao ataque não prestaram ajuda à idosa e um homem chega a fechar as portas de um prédio em frente ao local onde a mulher foi agredida.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, considerou o ataque repugnante e disse que é "absolutamente inaceitável" que ninguém tenha chegado a intervir.

A vítima foi levada ao hospital com com uma fratura na bacia e diversas lesões, mas seu estado foi considerado estável e ela recebeu alta, segundo a polícia.

Testemunhas dizem que o homem proferiu ofensas racistas contra a idosa enquanto a atacava.

Segundo o "The New York Times", ela foi identificada como Vilma Kari, uma imigrante filipina. A informação de que a vítima tem origem filipina foi confirmada pelo embaixador do país nos EUA.

Kari estava indo para a igreja no momento em que foi atacada, segundo relatos dos policiais.

Agressão a asiáticos nos EUA

Esse é o mais recente caso de violência contra esta população nos Estados Unidos.

Asiáticos e descendentes que vivem ou estão no país têm sido vítimas de milhares de ataques discriminatórios desde o início da pandemia de Covid-19, há um ano.

Um centro criado para registrar incidentes de ódio, violência, assédio, discriminação e intimidação infantil contra pessoas de origem asiática, o Stop AAPI Hate, já recebeu 3.795 relatos desde sua criação, em 19 de março de 2020.

Crimes de ódio cresceram 150% nas grandes cidades americana durante a pandemia, segundo um relatório do Center for the Study of Hate and Extremism (Centro de Estudos sobre Ódio e Extremismo, em tradução livre).

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No dia 17, um homem atacou três casas de massagens e matou oito pessoas no estado da Geórgia. Seis das oito vítimas eram mulheres de origem asiática.

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