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Internações por Covid-19 aumentam 190% no Pará; e 170 pacientes esperam por leitos em Belém

Sob pressão, o sistema de saúde não tem suportado a demanda.

 

As internações de pacientes com Covid-19 aumentaram quase 190% no Pará desde janeiro. Com a pressão, o sistema de saúde não tem suportado a demanda. A fila de espera por leitos em Belém já tem 170 pessoas.

A mãe do consultor técnico Humberto Gonçalves tem 68 anos e está com 85% dos pulmões comprometidos. Ela precisava de atendimento urgente assim que chegou com falta de ar na Unidade de Pronto Atendimento do Mariguela, em Ananindeua, mas não conseguiu.

Há uma semana, ele está em busca de um leito de UTI para a mãe, procurou na tarde desta quarta no Pronto Socorro Municipal do Guamá, mas não conseguiu.

"Não sei mais o que fazer, já corri em tudo que é canto, inclusive aqui no PSM do Guamá, informaram que não tinha como trazer ela para cá. A gente até pergunta se tinha como trazer em uma ambulância com oxigênio e ela ser intubada aqui, porque ela precisa ser intubada urgentemente", relata.

O autônomo Edval Lins passa pela mesma situação para conseguir um leito de UTI para a esposa. Ela está na enfermaria do PSM do Guamá desde o último domingo (28).

"Aqui no PSM não tem todos os recursos para o tratamento, tanto que eu tive que comprar dois remédios para fazer a inalação dela, porque não tem no hospital, e iria precisar da transferência ou pro Abelardo ou pro Hangar, conforme abrisse vaga, e a gente está correndo atrás todo dia para conseguir essa transferência", conta.

Na tentativa de aumentar a oferta de leitos, a Prefeitura de Belém teve de fazer parcerias com hospitais privados, como um no bairro do Umarizal, para reforçar o tratamento da Covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), são 16 leitos clínicos e 9 unidades de UTI.

Segundo a prefeitura, são no total 189 leitos clínicos e 55 de UTI disponíveis na capital e o aumento do número de casos pressiona cada vez mais o sistema de saúde. Em Belém, 78 pessoas aguardam por leito de UTI e 92 esperam por leito clínico.

Já na rede estadual, a Sespa foram 411 internações em janeiro; seguidas de 528 em fevereiro; e 1.1160 até a última segunda.

O Ministério Público Federal (MPF), do Pará (MPPA) e Defensoria Pública do Estado (DPE) cobram mais transparência com relação à informação de leitos disponíveis em todo o estado.

Segundo a Sespa, o Pará está com 80,41% de leitos clínicos ocupados, totalizando 1.363, e 679 leitos de UTI com pacientes em tratamento.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) disse que "por conta da situação de aumento de casos, as UPAs estão sobrecarregadas, o que tem elevado o tempo de espera para atendimento e transferência" e que "mesmo com o aumento do tempo de espera, os pacientes estão sendo acompanhados e recebendo toda a atenção nas UPAs". A secretaria afirmou, ainda, que "está reforçando o estoque de medicamentos nas UPAs".

Já a Sespa disse que "a transferência do paciente é responsabilidade do município".

 

 

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