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'''O som do silêncio''' explora contraste entre quietude e bela atuação equilibrada de Riz Ahmed

Filme com seis indicações ao Oscar sabe usar contraste entre silêncio e grandes atuações para contar história difícil de forma original.

 
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Poderia ter dado muito errado, mas ao explorar com habilidade o contraste entre os momentos de quietude e a atuação avassaladora e equilibrada de seu protagonista, "O som do silêncio" se firma como um dos melhores filmes de 2020.

Foi uma temporada atípica para os cinemas, é verdade, com grandes lançamentos adiados por causa da pandemia de Covid-19.

Mas, ao final das duas horas de duração, é fácil reconhecer que esta pequeno produção independente (disponível no Prime Video) merece cada uma de suas seis indicações ao Oscar – entre elas melhor filme, melhor ator (Riz Ahmed), melhor ator coadjuvante (Paul Raci) e melhor roteiro original.

Assista ao trailer de 'O som do silêncio

Assista ao trailer de 'O som do silêncio'

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Silêncio que fala

Na superfície, "O som do silêncio" parece ser uma história mais clichê sobre um baterista metaleiro revoltado ao perder aos poucos a audição por causa de uma condição rara, e sua busca por uma cirurgia que o faça ouvir novamente.

Graças à sensibilidade do diretor estreante Darius Marder – que divide o roteiro com outras três pessoas – e da atuação equilibrada de Ahmed ("Venom"), o filme se desenvolve em um retrato comovente sobre a transição entre duas vidas distintas, mas igualmente válidas.

Nas mãos do cineasta, os longos silêncios na narrativa ajudam a atrair ainda mais a atenção do espectador, ao contrário do que seria esperado de um público acostumado ao lado mais barulhento do cinema.

Paul Raci e Riz Ahmed em 'O som do silêncio' — Foto: Divulgação

Explosão contida

Já Ahmed usa os momentos de tranquilidade para contrastar com a raiva e o desespero do personagem sem apelar para o caricato.

Com paciência e habilidade, o ator britânico de família paquistanesa mostra por que é um dos nomes mais subestimados de sua geração e transforma o complexo conflito dentro de Ruben em aceitação sem artificialidade.

Sua evolução fica ainda mais notável graças ao trabalho de Raci, ator veterano dos palcos com muitos – mas pequenos – trabalhos na TV americana.

Como o mentor de uma comunidade para deficientes auditivos, ele dá ao colega a serenidade e o espaço para que a complexidade de sua jornada possa crescer.

Não é uma história fácil de ser contada, ou uma experiência de vida a ser transmitida, mas através dos trabalhos de Marder, Ahmed e Raci, "O som do silêncio" honra a poesia de seu título e dá ao público um dos poucos momentos de placidez em um ano tão conturbado.

Riz Ahmed em 'O som do silêncio' — Foto: Divulgação

 

 

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