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ONU acusa Talibã de matar 4 em protesto pacífico no Afeganistão

Porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmam que a resposta aos protestos tem sido cada vez mais violenta, com o uso de munição real, cassetetes e chicotes.

 
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As Nações Unidas afirmaram nesta sexta-feira (10) que ao menos quatro pessoas foram mortas na violenta repressão do Talibã a manifestações pacíficas no Afeganistão e denunciaram que a resposta aos protestos tem sido cada vez mais violenta, com o uso de munição real, cassetetes e chicotes.

"Pedimos aos talibãs que parem de usar imediatamente a força e as detenções arbitrárias contra quem exerce seu direito de protestar pacificamente e contra jornalistas que cobrem essas manifestações", afirmou porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

Ravina Shamdasani disse também que o grupo extremista proíbe desde quarta-feira (8) qualquer concentração não autorizada no país e pediu ao novo governo que respeite o direito internacional.

Talibã interrompe protesto de mulheres com rajadas de tiros; OUÇA

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"Segundo o direito humanitário internacional, qualquer uso da força deve ser um último recurso em resposta às manifestações. Deve ser estritamente necessário e proporcional", disse a porta-voz. "As armas de fogo nunca devem ser usadas caso não seja em resposta a uma ameaça mortal iminente".

O Talibã também é acusado de agredir e prender jornalistas que cobriam uma manifestação na terça-feira (7). Dias antes, no sábado (4), um outro protesto de mulheres foi reprimido com gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

Em 18 de agosto, três dias após o Talibã tomar a capital Cabul e voltar ao poder após 20 anos, ao menos três pessoas morreram após o grupo extremista reprimir um protesto em Jalalabad (veja no vídeo abaixo).

VÍDEO: Protesto reprimido pelo Talibã termina com mortes, em Jalalabad

VÍDEO: Protesto reprimido pelo Talibã termina com mortes, em Jalalabad

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"Além de deixar proibir as manifestações pacíficas, os talibãs deveriam deixar de usar a força e garantir o direito da reunião pacífica e da liberdade de expressão", afirmou Shamdasani. "As proibições de qualquer concentração pacífica representam uma violação do direito internacional".

 

 

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