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Reunião no MPPA discute preservação do patrimônio histórico e arqueológico de Santarém, Mojuí e Belterra

Um grupo de trabalho deve ser composto com as representações escolares, para discutir quais ações necessárias para implantar a temática nas escolas.

 
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Representantes das secretarias de Educação dos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, participaram de reunião na última quinta-feira (8) na 13ª Promotoria de Justiça para tratar de estratégias nos programas pedagógicos, que incluam a formação para o conhecimento e preservação do patrimônio histórico e arqueológico dos municípios.

Também participaram da reunião a promotora de Justiça Lilian Braga, titular da 13ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Habitação e Urbanismo de Santarém e representantes da 5ª Unidade Regional de Ensino.

A iniciativa é parte de procedimento instaurado na promotoria para estabelecer parcerias que possam ser revertidas em políticas educacionais com objetivo de preservar a riqueza cultural e patrimonial na região metropolitana de Santarém.

Durante o encontro foi apresentado pelas pesquisadoras Anne Rapp Py-Daniel e Myrtle Pearl Shock, , da Universidade Federal Oeste do Pará (Ufopa) o programa "Arqueologia nas Escolas: Histórias da Amazônia", resultado de parceria entre a universidade e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

O programa fomenta diálogos com a História e a Antropologia no âmbito educacional, com quatro publicações já lançadas: Arqueologia e suas aplicações na Amazônia; Uma Santarém mais antiga sob o olhar da Arqueologia; Descobrindo a Arqueologia; e Guia Arqueológico do Parque Estadual de Monte Alegre.

Experiência

Professores das escolas de São Sebastião do Murumurutuba e Irmã Dorothy falaram sobre a experiência de ter recebido o programa. As professoras Cláudia Laurido e Enilda Santos também apresentaram informações sobre sua interação com o “Arqueologia na Escola”.

De acordo com a promotora de Justiça Lilian Braga, a ideia é apresentar parceiros com estratégias possíveis, como a Ufopa, para que os municípios possam desenvolver seus próprios projetos. Foi destacada a necessidade dos alunos terem acesso à publicações que tragam informações locais, sobre as comunidades e seu patrimônio.

Os representantes de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos relataram quais experiências e ações que já estão sendo desenvolvidas na área de educação patrimonial nas escolas. E no prazo de 20 dias, devem informar ao MP por meio de relatório, como está sendo trabalhado o conteúdo sobre patrimônio histórico e cultural.

Um grupo de trabalho deve ser composto com as representações escolares, para discutir quais serão as ações necessárias para implantar a temática dentro do projeto político pedagógico das escolas.

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