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Corpo de líder do Sendero Luminoso vira problema para o Congresso do Peru, que opta por cremação

Abimael Guzmán, fundador do grupo Sendero Luminoso, morreu no sábado. Havia receio de que o túmulo se tornasse um local de peregrinação. O presidente do país, Pedro Castillo, não tomou uma decisão, e o Congresso votou por cremar. Líder do Executivo a

 

O Congresso do Peru aprovou, na quinta-feira (17) à noite, um projeto de lei que permite cremar o corpo do falecido líder do grupo Sendero Luminoso, Abimael Guzmán.

O cadáver está no necrotério desde sábado à espera de uma decisão que o governo do presidente esquerdista Pedro Castillo evitou tomar.

Um dos conflitos mais sangrentos da América Latina

O Sendero Luminoso iniciou uma "guerra popular" marcada por sangrentas ações terroristas entre 1980 e 2000. Segundo a Comissão de Verdade e Reconciliação do Peru, o conflito entre o governo e o grupo foi um dos mais sangrentos da América Latina, com cerca de 70 mil mortos.

Guzmán passou seus últimos 29 anos condenado como o responsável intelectual pelos conflitos que levaram a essas mortes. Havia o receio de que o túmulo de Guzmán se tornasse um local de peregrinação.

O chefe de gabinete do presidente Pedro Castillo, Guido Bellido, pediu ao Congresso e ao Ministério Público que definissem o destino do corpo do preso mais famoso do país.

Foi o que o Congresso fez: por 70 votos a favor, aprovou-se uma norma que autoriza juízes e promotores a decidir o que fazer com o corpo de um condenado por terrorismo que morre na prisão durante o cumprimento da sentença "em caso de possível dano à segurança e à ordem pública".

O projeto ainda deve ser promulgado pelo Executivo. O partido do presidente, o Peru Livre, votou contra o texto.

"Seria uma tolice se o presidente não assinasse", disse à imprensa o congressista de extrema-direita Jorge Montoya, um ex-almirante.

Morte por pneumonia

O corpo incomoda a esquerda pró-governo, cujos integrantes foram apontados pela oposição como "filosenderistas" –ou seja, o Peru Livre teria simpatia pelo Sendero Luminoso. O presidente nega categoricamente que tenha qualquer afinidade com o grupo.

Congressistas de direita pediram para ver o corpo para se certificar que Guzmán havia mesmo morrido –ou seja, eles queriam garantir que o cadáver não era o de alguma outra pessoa.

O corpo de Guzmán, que morreu aos 86 anos, está em um necrotério do porto de Callao desde sábado, quando morreu de pneumonia no presídio de segurança máxima da base naval, onde cumpria pena de prisão perpétua desde 1992.

Elena Yparraguirre, viúva e número dois do Sendero Luminoso, enviou uma carta ao Ministério Público na qual pediu para que o corpo fosse entregue a uma terceira pessoa. Yparraguirre também cumpre prisão perpétua.

O Ministério Público se recusou a entregar o corpo para a viúva e decidiu mantê-lo sob custódia até que a investigação sobre sua morte fosse concluída.

A Procuradoria de Callao aguarda o resultado dos testes de DNA para eventualmente encerrar o processo.

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