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Com programação presencial e online, Festival Animage exibe 170 filmes de animação

Mostra começa na sexta-feira 8 e segue até 17 de outubro. Programação conta com exibição de curtas e longa-metragens, oficinas, masterclasses e competição internacional.

 
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Depois de um ano longe do público e de uma edição exclusivamente online em março deste ano, o Festival Internacional de Animação de Pernambuco (Animage) volta às telas na sexta-feira (8).

Até o dia 17 de outubro, a 11ª edição do festival promove a exibição gratuita de 170 filmes, entre longas e curtas-metragens de animação, no recém-inaugurado Teatro do Parque, no bairro da Boa Vista, na área central da cidade, no Centro Comunitário da Paz (Compaz) Miguel Arraes, no Cordeiro, na Zona Oeste, e pela internet.

O Animage conta, ainda, com mostras especiais, competição internacional de curtas, masterclasses e oficinas. Toda a programação é gratuita e pode ser conferida no site do evento.

Neste ano, 44 países foram representados pela curadoria que separou as produções em dez mostras especiais e uma competitiva, que vai premiar os melhores filmes selecionados pelo júri oficial.

"É um festival tão abrangente que a gente não segue um tema único [...] O espírito do festival é ter essa diversidade de técnicas, de abordagens. Ter muitos países envolvidos, trazer influências culturais de regiões distintas. Isso tudo reflete no trabalho e da uma riqueza de diversidade que é o que a gente busca com o evento", explicou um dos idealizadores do festival, Antonio Gutierrez.

Imagem do longa-metragem 'Wolfwakers', que deve ser exibido durante a programação presencial no Teatro do Parque — Foto: Animage/Divulgação

Dos 170 filmes exibidos no evento, 165 são curtas-metragens e cinco são longas. Na mostra competitiva, que vai premiar os filmes escolhidos pelo júri em oito categorias, 69 curtas participam, com produções de 33 países.

"O que a gente quer é montar esse mosaico de propostas diferentes, com essa sacada plural, democrática e inclusiva. Dar essa panorama da produção não só de Pernambuco e do Brasil, como de outras partes do mundo que aparecem menos nas produções hegemônicas", disse Gutierrez.

Programação presencial

Em 2020 não houve festival devido à pandemia da Covid-19. Em março deste ano aconteceu uma edição especial e online, com exibições e cursos pela internet. Mas o público estava mesmo à espera da volta do festival ao formato presencial.

Ilustradora e jornalista, Helena Portilhou contou que acompanha sempre as edições do festival Animage — Foto: Helena Portilho/Acervo pessoal

A ilustradora e jornalista Helena Portilho contou que é apaixonada pelo Animage e participou de várias edições presenciais e da online. "A versão online foi uma surpresa, assisti online com alguns amigos, convidei gente de fora da cidade e do país para acompanhar também. Mas deixou saudades do Cinema São Luiz. Só quem frequenta o cinema sabe a saudade que dá", contou.

Parte da programação presencial do festival, que até 2019 acontecia no tradicional Cinema São Luiz, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, vai ser sediada no Teatro do Parque, reinaugurado em dezembro de 2020 após dez anos em obras.

A ilustradora também disse que vê o festival como fonte de inspiração para sua própria produção artística. "Eu sou fã de animação há muito tempo e acho a ideia do festival genial. As mostras competitivas e internacionais ajudam muito a descobrir novos horizontes. Me dão ideias para os meus próprios desenhos".

Cena do curta-metragem 'Dream Cream', que deve ser exibido na Mostra Erótica do festival Animage — Foto: Animage/Divulgação

Na programação presencial, o espaço do teatro vai ser limitado à ocupação de 300 pessoas por sessão, atendendo a protocolos como uso obrigatório de máscaras, distanciamento entre as poltronas e disponibilização de álcool em gel.

Os ingressos são gratuitos e ficam disponíveis na bilheteria do teatro uma hora antes do início da exibição do dia. No teatro, acontece a mostra erótica, cuja classificação indicativa é de 18 anos.

A programação também conta com a exibição dos longas "Wolfwalkers" (Estados Unidos), indicado ao Oscar de melhor animação; "Absolute Denial" (Reino Unido) e "Cryptozoo" (Estados Unidos), vencedor do prêmio de inovação do Festival Sundance deste ano.

Gutierrez explicou que no início de cada sessão, os espectadores vão assistir a algumas produções da mostra online. "A gente colocou alguns curtas abrindo as exibições, daquela curadoria que vai estar disponível na programação online. Quem for ao Teatro do Parque vai ver uns três ou quatro curtas que estarão na internet. Mas os longas do parque não vão para o festival online, é uma programação exclusiva", explicou.

No Compaz Miguel Arraes, na Zona Oeste do Recife, duas sessões voltadas para o público infantil acontecem nos dias 14 e 16 de outubro.

Programação online

Imagem da série pernambucana 'Foi Assim Foi Assado', participante da programação online do festival — Foto: Animage/Divulgação

A programação do festival acontece da sexta-feira (8) ao dia 17 de outubro. Para ter acesso é necessário fazer um pequeno cadastro na plataforma do site. Os filmes ficam disponíveis até 24 horas após o horário da primeira exibição e contam com calendário de reprise.

Dentro da proposta de acessibilidade, os curtas-metragens brasileiros são disponibilizados com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Além disso, o festival informou que a Mostra Brasil conta também com audiodescrição.

Ao todo, nove mostras especiais foram destinadas ao público online, são elas: Africana, Foi Assim e Foi Assado, Animasivo, Além do Eixo, Florence Miailhe, Brasil, Hors Concours, Pernambucana e Estúdio Monströös.

A diretora Chia Beloti, moradora de Olinda, no Grande Recife, assina a série pernambucana 'Foi Assim Foi Assado', feita com a técnica stop motion catout. "A gente usa recorte de revista, sem computação gráfica, é como se fosse uma técnica analógica".

Imagem da série pernambucana 'Foi Assim Foi Assado', participante da Mostra de mesmo nome do festival — Foto: Animage/Divulgação

A diretora explicou que a série é sobre uma menina chamada Tereza que tem por volta de 5 anos de idade e mora com a avó, uma inventora de todo tipo de objeto. "A avó dela é uma inventora, de traquitanas. Elas moram em uma casa bem maluca que vai se transformando dependendo da temática do episódio".

A produção aconteceu entre os anos de 2018 e 2019 e, segundo a diretora, foi feita em tempo recorde para o tipo de produção.

"Foram 18 meses de trabalho, para 90 e tantos minutos da série. Essa nossa técnica é chamada de limited animation, porque a gente usa menos frames por segundo. A Disney, por exemplo, faz os filmes com 24 a 30 frames por segundo, enquanto a nossa produção tem de oito a 12 frames por segundo".

Mostra competitiva

A mostra competitiva contou com inscrição de 1,2 mil curtas, de acordo com o evento. Os curtas são julgados nas categorias Melhor Curta-Metragem, com prêmio em dinheiro no valor de R$ 4 mil, Melhor Curta Infantil, Melhor Curta Brasileiro, além da melhor Direção, Roteiro, Direção de Arte, Técnica e Som.

Parte das gravações do curta de animação Magnética, que contou com imagens reais na produção — Foto: Marco Almeida/Acervo pessoal

Um dos competidores é o "Magnética", dirigido pelo gaúcho Marco Almeida. O filme conta com vários tipos de técnicas de animação, 2D, 3D e rotoscopia, que é um tipo de animação feito em cima de uma imagem real.

"É uma história de uma cidade que tem personagens indígenas, onde eles recebem a visita de uma força holográfica que mexe com a cabeça de todo mundo só que ninguém sabe por que, então eles começam a sentir sensações diversas", contou o diretor.

O curta nasceu de um projeto pessoal de Almeida e foi feito ao longo de dez anos. "As pessoas se espantam quando a gente conta o tempo de produção, mas na verdade foi um projeto feito em paralelo", relatou.

Serviço

Festival Animage – 11º Festival Internacional de Animação de Pernambuco

De 8 a 17 de outubro de 2021

Exibições online para todo o Brasil pelo site do evento e sessões presenciais no Teatro do Parque

Acesso gratuito em todas as atividades

Confira aqui a programação detalhada

* Estagiária sob supervisão da editora Luiza Mendonça

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