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Áustria tem novo chanceler após antecessor renunciar sob suspeita de corrupção

Sebastian Kurz deixou o cargo no sábado em meio a denúncias que chamou de ''falsas''. O agora chefe do governo, Alexander Schallenberg, liderava a pasta das Relações Exteriores.

 

Alexander Schallenberg, até então ministro das Relações Exteriores da Áustria, tomou posse como chanceler nesta segunda-feira (11) depois que o conservador Sebastian Kurz deixou o cargo em meio a suspeitas de corrupção como tentativa para manter o governo de coalizão.

Assim como na Alemanha, o cargo de chanceler é o correspondente ao de primeiro-ministro.

"É claro que vou trabalhar em estreita colaboração com Sebastian Kurz", disse Schallenberg em um pronunciamento. "Acredito que as acusações que foram feitas [contra o ex-chanceler] são falsas e estou convencido de que no final das contas vai se descobrir que não houve nada com ele."

Schallenberg prestou juramento em uma cerimônia no gabinete do presidente Alexander Van der Bellen. Também foi empossado nesta segunda o Michael Linhart, que ocupará seu lugar na liderança da diplomacia austríaca.

Premiê da Áustria renuncia após escândalo de corrupção

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O antecessor, Sebastian Kurz, anunciou no sábado (9) sua renúncia. Em pronunciamento transmitido pela televisão, ele disse que "seria irresponsável" deixar o país em meio ao "caos ou bloqueio" por essas denúncias, que chamou de "falsas", e que quis garantir que a Áustria tenha "estabilidade ".

Kurz planeja continuar como líder do seu partido e como seu principal parlamentar. Ele chegou a tentar continuar governando com Os Verdes, partido ambientalista membro da coalizão que comanda o governo - que rechaçou a proposta e pediu pela sua saída.

Chanceler da Áustria, Sebastian Kurz. — Foto: Ronald Zak/AP Photo

Denúncias de favorecimento

Kurz está sendo investigado como suspeito de ter usado verba do governo para garantir uma cobertura midiática favorável para ele, anunciou a Promotoria do país na quarta-feira (6).

Entre 2016 e 2018 "foram usados recursos do ministério para financiar pesquisas de opinião parcialmente manipuladas que serviram um interesse político exclusivamente partidário", disse a Promotoria em nota.

Durante o período, Sebastian Kurz ainda não era chanceler, mas fazia parte do governo. Segundo os promotores, um grupo de veículos da imprensa recebeu pagamentos para divulgar pesquisas de popularidade favoráveis ao político.

Além disso, Kurz já vinha sendo investigado por fazer declarações falsas à comissão parlamentar sobre a corrupção, mas até o momento não foi indiciado.

 

 

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