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Iraquianos vão às urnas para escolher um novo Parlamento

É a primeira votação desde os grandes protestos de 2019 no país. Por conta das manifestações, o pleito foi antecipado.

 

Eleitores do Iraque estão participando neste domingo (10) das primeiras eleições legislativas desde os protestos em massa de 2019 contra corrupção e o desemprego.

As manifestações deixaram cerca de 600 mortos e levaram à renúncia do primeiro-ministro. Diante dos protestos, as eleições – que seriam realizadas só no ano que vem – acabaram sendo antecipadas.

A expectativa é que os principais blocos xiitas, que dominam o Parlamento desde a queda de Saddam Hussein, consigam a maioria dos assentos.

O atual premiê Mustafa al-Kazimi, aposta seu futuro político nas urnas, mas poucos especialistas ousam prever quem ocupará seu lugar – o que depende de acordos entre os parlamentares.

Eleições antecipadas

As eleições estão sendo realizadas com um ano de antecedência como uma concessão às manifestações de 2019, lideradas por jovens contra a corrupção, o desemprego e a precariedade dos serviços públicos.

Há muito castigado pela guerra, o Iraque enfrenta uma crise social e econômica. Um terço de sua população está na pobreza, apesar dos abundantes recursos de petróleo.

A violência aumenta, em meio à proliferação de grupos armados e ao ressurgimento de grupos extremistas islâmicos, apesar dos esforços para superar duas décadas de conflito.

Em discurso transmitido pela TV na sexta-feira (8), Kazimi afirmou que o Iraque tem "uma oportunidade histórica" pela frente, e pediu aos cidadãos que votem em "personalidades competentes, que não estejam manchadas pela corrupção" e que sejam capazes de implementar "uma reforma total em todos os níveis".

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