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'''Taiwan não será forçada a se curvar à China''', diz presidente Tsai em discurso para o feriado do Dia Nacional

Ilha se separou da China e tem um governo independente e eleições democráticas, mas o governo chinês considera que Taiwan pertence ao seu território e ameaça retomá-lo.

 

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse neste domingo (10) que o território "continuará a reforçar suas defesas" para garantir a autonomia da ilha frente a pressão da China.

"Não agiremos precipitadamente, mas não deve haver absolutamente nenhuma ilusão de que o povo taiwanês se curvará à pressão", disse ela.

Ela se pronunciou em uma transmissão veiculada para o feriado do Dia Nacional, data equivalente ao dia da independência para esta província considerada rebelde pelo governo chinês.

Taiwan é uma ilha com 23 milhões de habitantes que se separou da China e tem um governo independente e eleições democráticas.

Mas o governo chinês considera que a ilha pertence ao seu território e ameaça conquistá-la — à força, se necessário.

"Continuaremos a reforçar nossa defesa para garantir que ninguém possa forçar Taiwan a seguir o caminho que a China nos traçou", afirmou Tsai.

Segundo a presidente taiwanesa, o governo chinês não oferece um modo de vida democrático para Taiwan, nem soberania para seus habitantes.

China e Taiwan trocam farpas em meio a ameaças à soberania da ilha

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Invasões militares

O governo chinês já entrou com cerca de 150 aviões militares no espaço aéreo de Taiwan (ADIZ) apenas nos primeiros quatro dias de outubro, segundo o Ministério da Defesa taiwanês, uma demonstração de força que é considerada como um ato de intimidação e agressão por vários países.

As incursões bateram recorde diário no sábado (2), com 39 aeronaves, e na segunda (4), com 56 aviões (o maior número já registrado), dos quais 36 eram caças e 12, bombardeiros H-6 com capacidade nuclear.

Caça-bombardeiro chinês PA-J16 voa em local não identificado — Foto: Ministério da Defesa de Taiwan via AP

Os Estados Unidos pediram à China na semana passada que interrompesse as atividades militares "provocativas" e "desestabilizadoras" para a região — pedido que foi ignorado.

"Instamos Pequim a cessar a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção sobre Taiwan", afirmou em um comunicado o Departamento de Estado americano.

Desde que Xi Jinping assumiu o comando da China, em 2012, aviões militares invadiram a zona de defesa aérea de Taiwan quase que diariamente.

Ao todo, 380 aeronaves da força aérea chinesa invadiram a zona de defesa taiwanesa em 2020. Neste ano, já são mais de 600 incursões em pouco mais de nove meses.

 

 

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