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Moscou anuncia fechamento de serviços não essenciais por 11 dias para frear Covid

A Rússia enfrenta a pior onda epidêmica de Covid-19 desde que o início da pandemia: nesta quinta-feira, o país registrou um novo recorde de mortes, com 1.036 óbitos.

 

A prefeitura de Moscou, na Rússia, determinou nesta quinta-feira (21) o fechamento de todas as empresas e organizações consideradas não essenciais de 28 de outubro a 7 de novembro, para frear os contágios de Covid-19.

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"Durante o período, todas as empresas e organizações de Moscou deverão interromper o trabalho", afirmou o prefeito da capital russa, Serguei Sobianin.

Os estabelecimentos de venda de medicamentos, produtos de alimentação e de primeira necessidade poderão ficar abertos.

Praça Vermelha em Moscou, em 20 de outubro de 2021 — Foto: Alexander Nemenov/ AFP

Durante os 11 dias, teatros e museus poderão funcionar, mas com capacidade de 50%. Os visitantes serão obrigados a apresentar o passaporte sanitário.

"A experiência mostra que os dias de recesso são a maneira mais eficaz de conseguir a redução de casos e mortes", disse Sobianin.

Rússia vive o pior momento da pandemia

A Rússia enfrenta a pior onda epidêmica de Covid-19 desde que o início da pandemia.

Nesta quinta-feira, o país registrou um novo recorde de contágios e mortes em 24 horas, com 1.036 óbitos e 36.339 casos de Covid-19.

O governo registra até o momento mais de 227 mil mortes por Covid-19 em seu balanço oficial, que é considerado subestimado pela agência nacional de estatísticas Rosstat —no fim de agosto, a Rosstat afirmou que o país já havia superado 400 mil vítimas fatais.

A campanha de vacinação avança de maneira lenta. O site especializado Gogov informa que menos de um terço da população está imunizada.

Na quarta-feira, o presidente russo Vladimir Putin decretou uma semana de recesso no início de novembro. Mas o poder público mantém a recusa a adotar medidas de confinamento ou toques de recolher, preocupado em não prejudicar a frágil retomada econômica.

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