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Sem citar CPI e longe de protestos, Queiroga faz palestra em Lisboa

Manifestantes exibiram cartazes e fizeram protestos do lado de fora da Universidade de Lisboa.

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez palestra na manhã desta terça-feira (26) na Universidade de Lisboa, em Portugal. Sem citar as conclusões do relatório da CPI da Covid ou as críticas que o governo federal recebe por causa da gestão da pandemia, Queiroga listou elogios para as ações federais em um evento fechado ao público.

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Do lado de fora, brasileiros se organizaram para exibir cartazes contra o ministro e contra Bolsonaro. Queiroga é uma das 78 pessoas para as quais a CPI sugeriu o indiciamento.

No caso do ministro, o relatório da CPI sugere que ele seja indiciado por epidemia com resultado de morte e prevaricação.

Com mais de 604 mil mortes registradas pela doença, o Brasil tem o segundo maior número de óbitos pela Covid no mundo – atrás apenas dos Estados Unidos –, apesar de ter a 6ª maior população mundial.

Durante o evento, após listar iniciativas que considera positivas, Queiroga disse que esses feitos não são reportados pela mídia tradicional, que ele afirmou que está comprometida com "narrativas próprias".

Queiroga ressaltou o programa de vacinação do Brasil e a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Investimentos em saúde e leitos

O ministro afirmou que o Brasil investe o mesmo que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na saúde, mas admitiu que o valor só é alcançado quando considerado o investimento da rede privada, que atende cerca de 25% da população do Brasil. E investido pelo governo na saúde pública é insuficiente.

"Desconsiderando a recente desvalorização da nossa moeda, o Brasil investe mais ou menos na média dos países da OCDE. O Brasil tem cerca de 9,5%, 10% do PIB gasto em saúde. Deste percentual, metade é investimento privado. (...) Temos o desafio de ampliar o investimento público, porque o privado se direciona para 25% da nossa população", disse Queiroga.

O ministro disse ainda que, depois de ter feito um investimento na criação de vagas de leitos de UTI, agora o governo deve diminuir as vagas disponíveis para evitar rombo nas contas públicas. "Estamos fazendo a desabilitação. O Brasil não precisa de 42 mil leitos, o que nós queremos é deixar na proporção das recomendações da Organização Mundial da Saúde", disse o ministro.

Viagem à Portugal

Na mesma viagem em que irá a Portugal – no período de 25 a 30 de outubro –, o ministro irá também às cidades de Oxford, Cambridge e Londres, no Reino Unido, para visitar institutos de pesquisa e participar de reuniões. Queiroga continuará a receber salário e terá direito a passagens e diárias enquanto estiver fora do país.

De acordo com jornais portugueses, após ser questionada por alunos, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) justificou o convite como uma iniciativa de âmbito acadêmico.

"Vem visitar a nossa Faculdade, pelo que foi convidado, como académico, a proferir uma conferência, tendo escolhido o tema que entendeu. A Universidade será sempre um espaço aberto, sem tabus ou preconceitos", justificou a FMUL.

'Não sou comentarista de relatório', diz Queiroga

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