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Rússia confirma teste de arma antissatélite e acusa EUA de hipocrisia

EUA dizem que o teste conduzido pela Rússia gerou um campo de destroços na órbita baixa da Terra que colocou em perigo a Estação Espacial Internacional e representará um perigo às atividades espaciais por anos.

 

A Rússia confirmou nesta terça-feira (16) que realizou um teste de armas visando um satélite russo não utilizado, e acusou os Estados Unidos de hipocrisia por sua declaração condenando o exercício, de acordo com a agência de notícias RIA.

  • O polêmico teste de míssil russo que forçou astronautas a buscar refúgio

Autoridades norte-americanas disseram que o teste conduzido pela Rússia na segunda-feira gerou um campo de destroços na órbita baixa da Terra que colocou em perigo a Estação Espacial Internacional e representará um perigo às atividades espaciais por anos.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que os destroços do teste não representaram e não representarão nenhuma ameaça às estações espaciais e satélites em órbita, contradizendo os comentários dos EUA, segundo a agência de notícias Interfax.

Estação Espacial Internacional registrada por morador do Bairro Aerolândia, em Fortaleza — Foto: Reprodução

Entenda a polêmica

A Rússia destruiu um de seus satélites durante o teste de um míssil espacial e gerou cerca de 1.500 destroços, segundo as autoridades norte-americanas.

Os Estados Unidos acusaram o governo russo de terem ameaçado a segurança dos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Estação Espacial Internacional (ponto preto) é vista enquanto transita ao redor do Sol na sexta-feira (23). — Foto: Nasa/Bill Ingalls/Handout via Reuters

De acordo com os americanos, a operação provocou uma nuvem de detritos que teria colocado em risco os sete astronautas a bordo da ISS. Os sete tiveram que se refugiar temporariamente em suas naves para se prepararem para uma eventual saída de emergência.

Os fragmentos também representariam um risco para milhares de outros satélites em órbita, dos quais dependem muitas atividades da Terra, como as telecomunicações ou serviços de geolocalização.

A Otan denuncia irresponsabilidade

Mesmo assim, o chefe da Otan (aliança militar dos países do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, denunciou em Bruxelas o que classificou de “ato irresponsável”. O diretor da aliança insistiu que a destruição do satélite também gerou abundante "lixo, o que representa um risco para a atividade civil no espaço".

Stoltenberg lembrou que parte importante das capacidades da Otan depende das suas ferramentas de satélite, incluindo "comunicações, navegação e alertas antecipados". Ele garantiu, no entanto, que a Aliança Atlântica não pretende "militarizar o espaço". O chefe da organização observou ainda que a situação "é motivo de preocupação, porque mostra que a Rússia está desenvolvendo novos sistemas de armas que podem derrubar satélites". Desta forma, acrescentou, este país "pode destruir capacidades espaciais importantes para a infraestrutura básica na Terra".

Militarização do espaço

O episódio chama a atenção para o risco de uma militarização do espaço. Este é um dos poucos campos em que os governos dos Estados Unidos e da Rússia ainda mantêm uma cooperação relativamente estável depois da Guerra Fria, apesar de suas muitas divergências.

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