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Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos

Dados que apontam uma alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021 são de antes do início da COP26 a Conferência do Clima da ONU , mas só foram revelados após o evento.

 

A imprensa internacional destacou os dados oficiais do Brasil de que a Amazônia teve o maior desmatamento desde 2006 e que os dados são de antes da COP26, a Cúpula do Clima da ONU.

Foram desmatados 13.235 km² de floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021, segundo números do governo federal divulgados na quinta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os dados que apontam uma alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021 são de 27 de outubro, de antes do início da COP26 (a Cúpula do Clima da ONU), mas só foram revelados após o evento.

Veja abaixo a repercussão internacional:

BBC (Reino Unido)

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/bbc.com

A rede de televisão britânica BBC destaca na notícia sobre o desmatamento na Amazônia que o Brasil foi um dos países "que prometeram acabar e reverter o desmatamento até 2030 durante a cúpula do clima" (a COP26).

A BBC destaca também que a Amazônia "abriga cerca de três milhões de espécies de plantas e animais e um milhão de indígenas" e "é um estoque de carbono vital que diminui o ritmo do aquecimento global".

'The Guardian' (Reino Unido)

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/theguardian.com

O jornal britânico "The Guardian" diz que o relatório anual do próprio governo brasileiro "mina as garantias do presidente Jair Bolsonaro de que o país está restringindo a extração ilegal de madeira".

O jornal destaca que a área desmatada na Amazônia é "quase 17 vezes o tamanho da cidade de Nova York", e que "a destruição vem apesar dos esforços de Bolsonaro para mostrar que seu governo leva a sério a proteção da Amazônia".

'The Washington Post' (EUA)

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/washingtonpost.com

O jornal americano "The Washington Post" destaca que "o recorde [de desmatamento] em 15 anos voa na cara das recentes tentativas do governo Bolsonaro de reforçar sua credibilidade ambiental".

O jornal destaca também que o Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal na COP26, mas que o relatório do próprio governo brasileiro é "datado de 27 de outubro — antes do início das negociações em Glasgow".

'Le Monde' (França)

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/lemonde.fr

O jornal francês "Le Monde" afirmou que "o desmatamento da Amazônia está se acelerando ainda mais" no Brasil. "A maior floresta tropical do mundo continua encolhendo, apesar das promessas feitas pelo governo de Jair Bolsonaro na COP26".

Al Jazeera

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/aljazeera.com

A rede de televisão Al Jazeera destaca que o maior desmatamento na Amazônia em 15 anos foram divulgados "depois que o governo brasileiro se comprometeu, na COP26, a acabar com o desmatamento ilegal até 2028".

O texto diz também que a alta de 22% no desmatamento "mina as garantias do presidente Jair Bolsonaro de que o país está reduzindo a extração ilegal de madeira" e também destaca que a área de floresta derrubada é "quase 17 vezes o tamanho da cidade de Nova York".

'El País' (Espanha)

Imprensa internacional repercute maior desmatamento na Amazônia em 15 anos — Foto: Reprodução/elpais.com

O jornal espanhol "El País" diz que a política adotada pelo governo Bolsonaro consiste em enfraquecer a vigilância na floresta, substituindo ambientalistas por militares nos órgãos encarregados da proteção do meio ambiente e lembra a promessa do presidente brasileiro de não demarcar terras indígenas.

"O Brasil passou de aluno exemplar a vilão ambiental em poucos anos", diz o texto. "O governo Bolsonaro insiste em proclamar que não vai tolerar atividades ilegais na Amazônia, mas basta ir até lá para ser testemunha da velocidade em que avança o desmatamento, a ocupação de terras para a criação de gado e as invasões de mineiros em reservas indígenas".

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